
O trader de criptomoedas da Coreia Definalist afirmou em uma postagem nas redes sociais em 12 de maio que, durante o recente processo de listagem da Upbit para WIF e VVV, encontrou vários endereços que receberam fundos de pacotes de “hot wallets” da Upbit. Esses endereços teriam comprado antes da listagem dos respectivos tokens e, após a listagem, vendido rapidamente, sugerindo possível atuação de “front running” de “whale”/“mouse” (mouse trap).
De acordo com a postagem pública de Definalist nas redes sociais, as acusações centrais incluem: antes do lançamento oficial do WIF e do VVV na Upbit, vários endereços com recursos carregados por “hot wallets” da Upbit teriam realizado uma formação de posição; depois de os tokens serem listados, esses endereços teriam feito uma venda imediata. Na mesma publicação, Definalist também apontou que essas carteiras tiveram registros de compras semelhantes durante o período de testes intensivos de tokens STABLE na Upbit. As acusações de Definalist ainda não foram verificadas por uma instituição independente de análise on-chain, e também não há resposta oficial da Upbit até o momento.
Conforme uma reportagem, a bolsa coreana conseguiu, por meio de vias judiciais, se contrapor às decisões de aplicação da Unidade de Inteligência Financeira (FIU) contra a própria atuação: no início de abril de 2026, o Tribunal Administrativo de primeira instância de Seul anulou parte das ordens da FIU de suspensão das operações e medidas de saneamento impostas à empresa operadora da Upbit, a Dunamu. A FIU alegou que, entre agosto de 2022 e agosto de 2024, a Dunamu não teria reportado e nem registrado prestadores de serviços de ativos virtuais (VASP) em transações com valores inferiores a 1 milhão de won sul-coreano, impondo a ela três meses de suspensão parcial das operações e uma multa alta. O tribunal considerou que a interpretação da FIU sobre os critérios de violação e a base para a suspensão não eram suficientemente claras; a FIU recorreu da decisão mencionada.
Em 30 de abril de 2026, o Tribunal Administrativo de Seul também aceitou o pedido de execução suspensa da Bithumb e determinou a suspensão da execução de uma ordem de suspensão parcial da FIU contra a Bithumb por até seis meses (a FIU, em março de 2026, havia aplicado seis meses de suspensão parcial e uma multa de 36,8 bilhões de won por não reportar transações com VASP e por insuficiência no cumprimento das obrigações de KYC), até 30 dias após a decisão neste caso.
Conforme uma reportagem, a entidade de autorregulação DAXA, que representa as cinco maiores exchanges de criptomoedas da Coreia, apresentou uma opinião contrária ao projeto de emenda à Lei de Informações Financeiras Específicas, impulsionado pelo órgão regulador. A emenda pretende incluir de forma unificada na categoria de relatório de transações suspeitas (STR) transferências de ativos criptográficos com valores acima de 10 milhões de won (cerca de US$ 6.800).
A principal objeção apresentada pela DAXA é a seguinte: com base em estimativas simuladas, se a emenda for implementada, o volume anual de transações STR das cinco maiores exchanges em won sul-coreano saltaria de cerca de 63 mil transações atuais para 5,445 milhões de transações, um aumento de aproximadamente 85 vezes; a DAXA afirma que essa exigência excede o limite de autorização da legislação de nível superior e aponta que muitos sinais de baixa qualidade podem enfraquecer a capacidade da FIU de identificar de fato transações realmente de alto risco.
De acordo com a postagem de Definalist nas redes sociais, a base é a rastreabilidade de endereços on-chain, que mostra que vários endereços com fundos carregados por “hot wallets” da Upbit teriam aberto posição antes de WIF e VVV serem oficialmente listados na Upbit e, após a listagem, vendido rapidamente; durante o período de testes do token STABLE, supostamente os mesmos endereços também tiveram registros de compras. Essas acusações ainda não foram verificadas de forma independente; a Upbit não publicou resposta.
Conforme uma reportagem, o Tribunal Administrativo de Seul, em sua decisão de primeira instância em abril de 2026, anulou a ordem parcial de suspensão da FIU contra a Dunamu, porque a interpretação da FIU sobre os critérios de violação e a base para a suspensão não eram suficientemente claras, dificultando determinar diretamente se a conduta da Dunamu foi intencional ou uma negligência grave; a FIU já entrou com recurso contra a decisão mencionada.
De acordo com a opinião pública da DAXA, a emenda pretende incluir de forma unificada na categoria STR transferências de ativos criptográficos acima de 10 milhões de won; simulações da DAXA mostram que o volume anual de transações STR aumentaria cerca de 85 vezes (de 63 mil para 5,445 milhões), e a entidade considera que isso extrapola a autorização da legislação de nível superior, além de potencialmente enfraquecer a capacidade do sistema de combate à lavagem de dinheiro de identificar transações realmente suspeitas.
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