Acabei de notar uma tendência interessante nas notícias do Paquistão. Parece que lá decidiram seriamente apostar nas criptomoedas como uma ferramenta de desenvolvimento financeiro. Na conferência Consensus em Hong Kong, o chefe do regulador de ativos virtuais do Paquistão anunciou planos ambiciosos — e isso não são apenas palavras.



Os números impressionam. No Paquistão, já há 40 milhões de pessoas a negociar criptomoedas, embora há muito tempo não haja uma regulamentação adequada. O país ocupa o terceiro lugar no mundo em volume de mercado de criptomoedas a retalho. Além disso, 70% da população tem até 30 anos, e mais de 100 milhões de cidadãos não têm acesso ao sistema bancário tradicional. Aqui está a principal razão — as criptomoedas estão a tornar-se uma via real para a independência financeira para eles.

Mas o mais interessante é a estratégia do governo. O Paquistão planeja criar uma reserva de bitcoins, integrando ativos digitais no sistema nacional de armazenamento. Isto não é apenas um investimento, é uma abordagem abrangente. Eles procuram locais para mineração, onde possam usar energia excedente, e firmam acordos com mineradores globais e operadores de IA. A ideia é: desenvolver a economia nacional através da mineração de bitcoin e centros de processamento de dados para inteligência artificial.

Uau — o país não apenas permite as criptomoedas, mas as integra ativamente na economia nacional. Notícias de um país com essa escala são um sinal para todo o mercado. Se um país com tanta população e desafios financeiros aposta em ativos digitais, outras regiões certamente vão prestar mais atenção.
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