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Pois é, o mercado americano fez um daqueles movimentos que parecem desafiar toda lógica. Mais de um mês após aquele susto todo no Oriente Médio, o S&P 500 recuperou-se completamente e ainda subiu uns 10% desde o fim de março. Enquanto isso, o Nasdaq 100 acumulou 12% de ganhos no mesmo período, fechando em alta por 10 dias seguidos — a sequência mais longa desde 2021 para esse índice. Ontem o S&P 500 apagou completamente toda queda que tinha acumulado desde o início do conflito.
O que mais chama atenção é como Wall Street simplesmente decidiu ignorar o ruído geopolítico. Rich Privorotky, do Goldman Sachs, observou algo interessante: o mercado parece ter declarado vitória nessa "guerra" com o Irã, mesmo que o conflito propriamente dito ainda não tenha terminado. Os Houthi não escalaram operações no Mar Vermelho, ataques com drones não aumentaram, nada de quebra de cessar-fogo. Mesmo assim, Privorotky acha precipitado celebrar agora — mas as ações já votaram, e votaram pesado.
Chris Hussey do Goldman Sachs foi bem direto: é impressionante que o S&P 500 esteja em alta de 1,6% no ano, considerando o caos de algumas semanas atrás. Ele explica que ações são instrumentos que olham para frente, e o mercado simplesmente não pode se dar ao luxo de esperar pelos problemas que sabe que serão resolvidos eventualmente. Essa dinâmica explica por que o S&P 500 recuperou seu desempenho superior tão rápido.
Os dados confirmam essa mudança de narrativa. O setor de chips foi um dos principais motores dessa recuperação — as expectativas de lucro para chips subiram uns 10% em apenas três dias úteis, impactando significativamente a projeção geral de ganhos. NVIDIA e Micron sozinhas devem contribuir com mais de 50% do crescimento de EPS do S&P 500 neste trimestre. O Mag 7 seguiu forte com alta de 3%, acumulando 15% em 10 dias úteis.
Agora aqui é onde fica interessante: não é só ação subindo. Bitcoin ultrapassou 76 mil dólares, ouro está acima de 4.800, rendimentos do Tesouro caíram enquanto o dólar enfraqueceu. A liquidez do mercado também normalizou — o volume de ETFs caiu de 50% para 29% do total.
Por trás desse rally tem bastante coisa acontecendo. Os fundos CTA estão comprando em grande escala, enquanto fundos de hedge estão vendendo e deixando essas compras para os CTA absorverem. Short covering está acelerado — as ações mais vendidas em descoberto estão sendo espremidas. Investidores institucionais voltaram o foco para fundamentos, que os dados sustentam. Os resultados de bancos grandes como JPMorgan e Citigroup mostraram que famílias e empresas ainda estão sólidas, apesar das preocupações com inflação e IA.
Mas aqui está o detalhe curioso: enquanto o S&P 500 celebra vitória, o mercado de petróleo está bem mais cauteloso. WTI caiu abaixo de 91 dólares, e a curva a termo do Brent sugere que o mercado de óleo acredita que a resolução dos problemas de oferta vai levar mais tempo. Contrasta bastante com o otimismo do mercado de ações.
Alguns estrategistas ainda estão na defensiva. Lori Calvasina alertou que se a narrativa sobre o conflito mudar, o S&P 500 ainda tem espaço para uma queda potencialmente mais profunda que a anterior. Mark Hackett duvida que o S&P 500 ultrapasse seus máximos históricos antes de avanços substanciais nas negociações. E tem gente que ainda não acredita que a inflação vai continuar caindo como o mercado está precificando.
Ed Yardeni é mais otimista — ele mantém sua avaliação de que o S&P 500 tocou fundo em 30 de março e que os mercados financeiros estão aprendendo a conviver com essa guerra, assim como fizeram com o conflito na Ucrânia. O ponto é: a recuperação do S&P 500 é real, mas alguns riscos ainda pairam por aí.