As instituições da América Latina atingiram a maior taxa global de adoção de stablecoins para pagamentos transfronteiriços, com 71% agora usando esses ativos digitais, segundo um relatório da The Digital Chamber. O volume de transações com stablecoins na região disparou 89% ano a ano, chegando a US$ 324 bilhões em 2025, impulsionado por avanços regulatórios no Brasil, Bolívia e Argentina que viabilizaram o uso institucional. A alta da adoção ocorre porque as stablecoins reduzem as taxas de pagamentos transfronteiriços para menos de 1% em comparação às cobranças de 5-7% de intermediários tradicionais, com pesquisa da Mizuho indicando potencial de economia de US$ 8,9 bilhões nos US$ 142 bilhões em remessas anuais dos EUA para a América Latina.
Arcabouços Regulatórios do Brasil, Bolívia e Argentina Viabilizam Adoção Institucional
A Digital Chamber, uma organização criada em 2014 para defender a inovação em ativos digitais, destacou que a América Latina se tornou um polo global de adoção de stablecoins, apesar de ainda estar desenvolvendo arcabouços regulatórios. A Lei de Ativos Virtuais do Brasil, a remoção do banimento de cripto de longa data da Bolívia e as regras de registro de exchanges da Argentina impulsionaram a adoção de stablecoins a níveis recordes nesses mercados.
No Brasil e na Argentina, 90% e 60% de todos os fluxos cripto, respectivamente, estão ligados a stablecoins, demonstrando a relevância dessas soluções nos mercados regionais. A clareza regulatória nesses países capacitou diretamente os participantes institucionais a integrar a infraestrutura de stablecoins para casos de uso comerciais.
Volume de Transações com Stablecoins Atinge US$ 324 Bilhões na América Latina
Os volumes de transações com stablecoins na América Latina chegaram a US$ 324 bilhões em 2025, representando um aumento de 89% ano a ano. Os volumes de stablecoins de empresa para empresa cresceram 30 vezes nos últimos dois anos, com a adoção institucional impulsionando a expansão.
A Digital Chamber informou que 71% das instituições da América Latina começaram a usar stablecoins para pagamentos transfronteiriços, a maior taxa de adoção regional no mundo. Esse engajamento institucional explica os aumentos dramáticos de volume em meio a Brasil, Argentina e outros mercados regionais onde arcabouços regulatórios agora apoiam aplicações comerciais de stablecoins.
Taxas de Pagamentos Transfronteiriços Caem Abaixo de 1% com Soluções de Stablecoin
A pesquisa da Mizuho descobriu que as soluções de stablecoin reduziram as taxas de pagamentos transfronteiriços para menos de 1%, em comparação aos 5-7% cobrados por intermediários tradicionais. A Digital Chamber calculou que, se os US$ 142 bilhões enviados dos EUA para a América Latina em 2025 trafegassem em trilhos de stablecoin, as economias poderiam chegar a US$ 8,9 bilhões.
A redução de taxas representa uma vantagem estrutural para usuários institucionais que realizam transações transfronteiriças regulares. A câmara concluiu que, à medida que as regulamentações fiquem mais claras e a adoção continue a crescer, stablecoins provavelmente terão um papel cada vez mais importante em pagamentos, poupança e transferências transfronteiriças em toda a América Latina.
FAQ
Qual percentual das instituições da América Latina usa stablecoins para pagamentos transfronteiriços?
A Digital Chamber informou que 71% das instituições da América Latina agora usam stablecoins para pagamentos transfronteiriços, representando a maior taxa de adoção regional no mundo.
Quanto o volume de transações com stablecoins na América Latina atingiu em 2025?
Os volumes de transações com stablecoins na América Latina chegaram a US$ 324 bilhões em 2025, um aumento de 89% ano a ano, impulsionado pela adoção institucional no Brasil, Argentina e outros mercados regionais.
Quais são as diferenças de taxas entre stablecoin e métodos tradicionais de pagamentos transfronteiriços?
A pesquisa da Mizuho encontrou que as soluções de stablecoin reduziram as taxas de pagamentos transfronteiriços para menos de 1%, em comparação aos 5-7% cobrados por intermediários tradicionais, com economia potencial de US$ 8,9 bilhões nos US$ 142 bilhões em remessas anuais dos EUA para a América Latina.