Analistas alertam que o mundo está a poucos passos de uma guerra mais ampla, enquanto a Rússia se alinha a China, Irã e Coreia do Norte

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Analistas de defesa ocidentais alertaram que o mundo pode estar “a poucos lances” de uma guerra mais ampla, à medida que o líder da Rússia, Vladimir Putin, estreita o alinhamento com China, Irã e Coreia do Norte, segundo um relatório publicado em 29 de maio. Steve Forbes afirmou que acreditava que um ataque aos Estados Bálticos era inevitável, apontando ameaças russas e atividade de drones perto da Lituânia. Os alertas se concentraram em possíveis pontos de ignição na região do Báltico, onde Moscou poderia explorar tensões envolvendo minorias de língua russa para testar a determinação da OTAN.

Forbes: Bálticos enfrentam ataque inevitável

Steve Forbes disse que acreditava que um ataque aos Estados Bálticos era inevitável, apontando ameaças russas, atividade de drones perto da Lituânia e ciberataques na região, informou a Forbes Magazine. Forbes argumentou que uma operação em larga escala poderia ocorrer a qualquer momento, com Putin insistindo que está “resgatando” russos étnicos, fazendo um paralelo com as alegações de Adolf Hitler sobre alemães na Tchecoslováquia em 1938.

Putin and Xi Jinping Putin (R), o presidente chinês Xi Jinping (L) no Grande Salão do Povo, em Pequim, China, em 20 de maio

Analistas citam minorias de língua russa como possível pretexto

Lituânia, Letônia e Estônia abrigam minorias consideráveis de língua russa, em algumas áreas “de 20 a 25%”. Analistas alertaram que o Kremlin poderia tentar explorar isso para justificar agressão. Putin poderia alegar que russos étnicos nos Bálticos estão sendo “discriminados, perseguidos e reprimidos” e usar isso como pretexto para “invadir ou de alguma forma atacar as nações bálticas”, para reforçar a ideia de que as antigas repúblicas soviéticas “devem sempre fazer parte da Rússia”, informou o National Security Journal.

Ayatollah Ali Khamenei and Putin O escritório do aiatolá Ali Khamenei o mostra (R) recebendo Putin em Teerã em 19 de julho de 2022

Artigo faz referência à incerteza na resposta da OTAN ao Artigo V

O relatório levantou a questão de saber se a OTAN acionaria o Artigo V caso a Rússia se movesse contra uma das nações bálticas e como os EUA responderiam. A matéria observou a incerteza sobre se o presidente Donald Trump ordenaria que forças americanas baseadas na Europa atacassem a Rússia, mesmo que Polônia e Alemanha fossem fundamentais em qualquer contra-ataque para defender os Bálticos.

Royal Marines Fuzileiros navais da Marinha Real realizam exercícios de embarque no Mar Báltico Oriental

A Forbes escreveu: “Devemos aumentar a ajuda à Ucrânia e fortalecer nossa posição com nossos aliados europeus. Nada disso impede de tomar as medidas adequadas para dissuadir a China. O único impedimento real é nossa vontade de fazer o que for necessário para garantir nossa segurança e a do Mundo Livre.”

O artigo argumentou que o cenário geopolítico não está mais tão claramente dividido quanto durante a Guerra Fria, mas alertou sobre um alinhamento autoritário crescente, o eixo “CRINK” do mal, que liga China, Rússia, Irã e Coreia do Norte, conforme o National Security Journal.

FAQ

O que analistas de defesa ocidentais alertaram em 29 de maio? Analistas de defesa ocidentais alertaram que o mundo pode estar “a poucos lances” de uma guerra mais ampla, à medida que o líder da Rússia, Vladimir Putin, estreita o alinhamento com China, Irã e Coreia do Norte, segundo um relatório publicado em 29 de maio.

O que Steve Forbes disse sobre os Estados Bálticos? Steve Forbes disse que acreditava que um ataque aos Estados Bálticos era inevitável, apontando ameaças russas, atividade de drones perto da Lituânia e ciberataques na região, informou a Forbes Magazine.

Por que analistas focam os Estados Bálticos como possível ponto de ignição? Lituânia, Letônia e Estônia abrigam minorias consideráveis de língua russa, em algumas áreas “de 20 a 25%”. Analistas alertaram que o Kremlin poderia explorar tensões em torno dessas minorias para justificar agressão e testar a determinação da OTAN, informou o National Security Journal.

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