
Conforme relatado pela Bits.media em 18 de maio, a Duma estatal da Rússia está analisando um projeto de lei complementar da Lei de Moedas Digitais e Direitos Digitais, exigindo monitoramento obrigatório de todas as transações envolvendo moedas digitais e direitos digitais acima de 1 milhão de rublos. A Duma estatal também analisa projetos de lei relacionados à responsabilidade administrativa e à responsabilidade criminal, segundo os quais a circulação ilegal de criptomoedas na Rússia pode resultar em pena de até 7 anos de prisão.
De acordo com a minuta do projeto de lei, as seguintes categorias de transações serão monitoradas obrigatoriamente:
Transações de moedas digitais e direitos digitais acima de 1 milhão de rublos (inclui compra e venda e a aquisição e o resgate de direitos digitais)
Transferências transfronteiriças: transferências de carteiras no exterior para carteiras cripto na Rússia e, na direção inversa, da Rússia para o exterior
Transações relacionadas a contratos de comércio exterior: transações de acordo com contratos de comércio exterior entre residentes russos e não residentes envolvendo pelo menos 10 milhões de rublos
Transações em jurisdições de alto risco da FATF: quaisquer transações que envolvam jurisdições consideradas de alto risco pela FATF
Obrigações obrigatórias dos operadores (já confirmadas): realizar identificação do cliente (KYC); detectar transações suspeitas; manter sistemas de controle interno e registros de documentos; encaminhar dados a órgãos do governo; cooperar com o Banco Central da Rússia; conformidade digital — isto é, verificar se carteiras e criptomoedas apresentam riscos potenciais como lavagem de dinheiro, financiamento de organizações consideradas indesejáveis etc. A GMT Legal confirma que as exchanges podem delegar ao banco os procedimentos de identificação do cliente.
Poderes de execução do Banco Central (já confirmados): Se o projeto de lei for aprovado na forma atual, todos os cambistas deverão operar como entidades não creditícias; o Banco Central terá o poder de restringir as atividades dos operadores por até seis meses, exigir mudanças nas regras de gestão, removê-los da lista de cambistas e, até mesmo, iniciar por via judicial o procedimento de liquidação da empresa. Os cambistas também passarão a atuar como agentes de controle de moeda, devendo transmitir os dados das transações conforme os procedimentos do Banco Central.
Multas administrativas: para autoridades, de 30 mil a 50 mil rublos; para pessoas jurídicas, de 700 mil a 1 milhão de rublos. Aplicação em casos de: não conformidade com as regras de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, e falta de sistemas de controle interno e de conformidade digital.
Responsabilidade criminal: na circulação de criptomoedas de forma ilegal por organização na Rússia, com pena máxima de até 7 anos de prisão.
Com base na cotação atual do rublo, 1 milhão de rublos equivalem aproximadamente a 1 mil a 1,5 mil dólares (o valor exato varia conforme a cotação). Esse limite significa que transações relativamente de baixo valor em criptomoedas entram no monitoramento obrigatório, com um escopo de aplicação mais amplo.
A Rosfinmonitoring, órgão russo de monitoramento financeiro, já havia feito um apelo para que as exchanges de criptomoedas fossem tratadas como bancos, com o argumento de que a Rússia precisa cumprir as exigências de combate à lavagem de dinheiro da FATF. A submissão do projeto de lei complementar agora representa a implementação legislativa específica dessa linha de regulação.
Os projetos de lei relacionados estão sendo analisados pela Duma estatal e ainda não foram aprovados. A Duma também analisa dois projetos de lei relacionados — responsabilidade administrativa e responsabilidade criminal. O momento em que entram em vigor depende do andamento posterior do processo legislativo, sem um cronograma de aprovação confirmado.
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