De acordo com analistas, incluindo Florian Ielpo da Lombard Odier e Ben Jones da Invesco, os mercados globais enfrentaram forte turbulência no início de junho, em meio a forças conflitantes: o otimismo impulsionado por IA sustentou ralis de ações contra tensões geopolíticas ligadas ao atrito entre EUA e Irã e à incerteza sobre o Estreito de Ormuz. O índice Kospi da Coreia do Sul despencou quase 9% em poucas horas, enquanto o won sul-coreano caiu para a menor cotação em 17 anos em 11 de junho, ao passo que o petróleo bruto permaneceu acima de US$ 95 por barril, elevando as preocupações com estagflação.
Ielpo alertou que preços do petróleo acima de US$ 95 por barril, sustentados, representam risco de estagflação, enquanto os rendimentos dos títulos alemães de 10 anos se aproximaram das máximas em 15 anos e o rendimento do título público japonês de 10 anos atingiu uma máxima recorde em 30 anos. Ben Jones observou que, embora os riscos geopolíticos normalmente passem e os mercados se recuperem, as correlações atuais do mercado entre juros, inflação, petróleo e investimentos em tecnologia deixam “não há para onde fugir” durante a volatilidade.