Zimbábue exige que empresas de cripto se registrem no banco central sob novas regras

BTC1,75%

O Zimbábue lançou suas primeiras regulamentações dedicadas a criptomoedas, exigindo que as empresas que lidam com criptoativos se registrem na Unidade de Inteligência Financeira do banco central, sob risco de possível processo criminal, informou a Reuters na sexta-feira. O ministro das Finanças, Mthuli Ncube, assinou as regras que estabelecem registro anual para empresas que compram, vendem, transferem ou salvaguardam criptoativos, com custo inicial de US$ 500 e renovação de US$ 400. A medida formaliza um mercado que se desenvolveu depois que o Zimbábue proibiu bancos e outras instituições financeiras de lidar com criptomoedas em 2018, empurrando as negociações para plataformas peer-to-peer e redes sociais, enquanto a demanda por cripto no país vem da hiperinflação do fim dos anos 2000, que eliminou economias e pensões, levando muitos zimbabuanos a manter Bitcoin e outros tokens como reserva de valor fora dos canais bancários formais.

Zimbábue estabelece exigência de registro anual de US$ 500 para empresas de cripto

Sob as regulamentações assinadas pelo ministro das Finanças, Mthuli Ncube, as empresas que compram, vendem, transferem ou salvaguardam criptoativos devem se registrar anualmente na Unidade de Inteligência Financeira, órgão de combate à lavagem de dinheiro sediado dentro do Reserve Bank of Zimbabwe. O registro inicial custa US$ 500, com renovação custando US$ 400.

Proibição bancária de 2018 permanece em vigor sob novo arcabouço

O Zimbábue inicialmente baniu bancos e outras instituições financeiras de lidar com criptomoedas em 2018, o que empurrou as negociações para plataformas peer-to-peer e redes sociais. As novas regras parecem manter essa proibição, em vez disso construindo um canal de registro ao redor do mercado informal que a proibição criou.

A demanda por cripto no Zimbábue tem raízes na história monetária do país. A hiperinflação do fim dos anos 2000 eliminou economias e pensões, e mudanças repetidas de moeda drenaram a confiança no sistema bancário, deixando muitos zimbabuanos a manter Bitcoin e outros tokens como reserva de valor e como forma de movimentar dinheiro fora dos canais formais, segundo a Reuters. Remessas aprofundaram essa dependência, com bancos sendo a forma mais cara de enviar dinheiro de volta para casa para aqueles na África Subsaariana, de acordo com dados do Banco Mundial.

Zimbábue se junta a África do Sul, Nigéria e Quênia no licenciamento de operações com cripto

As novas regras colocam o Zimbábue entre outros pares africanos que já licenciam cripto. A África do Sul supervisiona provedores por meio de sua Financial Sector Conduct Authority, o primeiro regime desse tipo no continente. A Nigéria faz a supervisão por intermédio de sua Securities and Exchange Commission, que licenciou a exchange local Quidax em 2024. A Kenya's Virtual Asset Service Providers Act, em vigor desde novembro, divide a supervisão entre o banco central e a Capital Markets Authority, com regras operacionais em rascunho que saíram para comentários públicos no início deste ano.

A taxa de US$ 500 do Zimbábue é baixa em comparação com esses mercados. A Nigéria, em contraste, exige que provedores em perspectiva mantenham ₦500 mil milhões em conta bancária local para se qualificarem a uma licença, uma quantia equivalente a cerca de US$ 367 mil. O patamar modesto do Zimbábue parece mirar atrair traders informais para o sistema formal, em vez de mantê-los fora.

África Subsaariana recebeu US$ 205 bilhões em valor on-chain entre julho de 2024 e junho de 2025

O uso de cripto em toda a região tem continuado a crescer nos últimos anos. A África Subsaariana recebeu mais de US$ 205 bilhões em valor on-chain entre julho de 2024 e junho de 2025, alta de 52% ano contra ano, segundo o Chainalysis 2025 Global Crypto Adoption Index, que o The Block cobriu em setembro.

O trader cripto em Harare, Jeffrey Mutambiranwa, deu as boas-vindas à mudança, dizendo à Reuters que era um “desenvolvimento bem-vindo” que permite que os traders operem abertamente em vez de na clandestinidade.

FAQ

O que o ministro das Finanças do Zimbábue assinou sobre criptomoedas?

O ministro das Finanças, Mthuli Ncube, assinou regulamentações exigindo que as empresas que compram, vendem, transferem ou salvaguardam criptoativos se registrem anualmente na Unidade de Inteligência Financeira, órgão de combate à lavagem de dinheiro sediado dentro do Reserve Bank of Zimbabwe, com registro inicial custando US$ 500 e renovação custando US$ 400.

Por que o Zimbábue tem alta demanda por cripto apesar da proibição bancária de 2018?

A demanda por cripto no Zimbábue vem da hiperinflação do fim dos anos 2000, que eliminou economias e pensões, e de mudanças repetidas de moeda que drenaram a confiança no sistema bancário, deixando muitos zimbabuanos a manter Bitcoin e outros tokens como reserva de valor e como forma de movimentar dinheiro fora dos canais formais, com remessas aprofundando essa dependência já que bancos seguem sendo a forma mais cara de enviar dinheiro de volta para casa para aqueles na África Subsaariana, segundo dados do Banco Mundial.

Como a taxa de registro de US$ 500 do Zimbábue se compara às exigências de licenciamento de cripto da Nigéria?

A taxa inicial de registro de US$ 500 do Zimbábue é significativamente menor do que a exigência da Nigéria para provedores em perspectiva manterem ₦500 mil milhões em conta bancária local para se qualificarem a uma licença, uma quantia equivalente a cerca de US$ 367 mil, com o patamar modesto do Zimbábue parecendo ter como objetivo atrair traders informais para o sistema formal, em vez de mantê-los fora.

Isenção de responsabilidade: as informações nesta página podem ter origem em fontes terceiras e servem apenas como referência. Não representam as opiniões da Gate e não constituem orientação financeira, de investimentos ou jurídica. A negociação de ativos virtuais envolve alto risco. Não tome decisões baseando-se apenas nas informações desta página. Para mais detalhes, consulte a Isenção de responsabilidade.
Comentário
0/400
Sem comentários