Já se perguntou se pessoas ricas jogam videogame? Acontece que há pesquisas que apoiam essa conexão que parece bastante surpreendente.



Encontrei um estudo da Prodigy Education que entrevistou mais de 1.000 americanos, e os números são, honestamente, interessantes. Pessoas que jogaram videogame na infância ganham cerca de US$ 5.451 a mais por ano do que aquelas que não jogaram. Essa é uma diferença significativa, e isso me deixou curioso para entender o que realmente está impulsionando essa disparidade de renda.

Acontece que não é mágica — é sobre as habilidades que o jogo desenvolve. Deixe-me explicar o que diferencia esses jogadores dos demais.

Primeiro é a resolução de problemas. Videogames colocam você em situações onde precisa pensar rápido e se adaptar. 57% dos jogadores no estudo disseram que jogar aprimorou suas habilidades de resolução de problemas, e, honestamente, isso se traduz diretamente para o ambiente de trabalho. Quando você é alguém que consegue navegar por situações complexas e encontrar soluções práticas, os empregadores percebem. Essa é a pessoa que consegue cargos melhor remunerados.

Depois vem o trabalho em equipe e a comunicação. Jogos multiplayer forçam você a trabalhar com outros, coordenar estratégias e realmente conquistar algo juntos. Os dados mostraram que 58% dos jogadores desenvolveram círculos sociais fortes e participam de várias atividades. Em comparação, apenas 8% tinham vidas sociais escassas. Mas o mais impressionante é que — os jogadores tinham 71% mais chances de serem promovidos recentemente. Essas habilidades de colaboração importam muito mais para o avanço na carreira do que as pessoas percebem.

Memória e flexibilidade cognitiva são outro ponto importante. Cerca de 40% dos entrevistados perceberam que sua memória melhorou com o jogo. Isso não é apenas teoria — 48% das crianças que jogam atingiram notas altas, 38% conseguiram boas notas B. Melhor desempenho acadêmico costuma levar a uma educação de qualidade, que por sua vez resulta em melhor desempenho na carreira. É uma reação em cadeia.

A alfabetização tecnológica está quase óbvia agora, mas 45% dos jogadores sentiram que jogar os deixou mais confortáveis com tecnologia. No mercado de trabalho atual, isso não é um diferencial, é essencial. Seja lidando com ferramentas digitais, softwares, programação ou apenas navegando por fluxos de trabalho modernos, essa base faz diferença para o seu salário.

Por fim, a criatividade. Metade das pessoas entrevistadas disseram que jogar aumentou seu pensamento criativo. Essa habilidade abre portas na publicidade, design, entretenimento e, honestamente, até em áreas tradicionais de negócios e ciências. Empresas pagam salários altos por pessoas que conseguem trazer ideias novas e pensar de forma diferente.

Então, pessoas ricas jogam videogame? O padrão sugere que pessoas bem-sucedidas muitas vezes jogaram na infância, e provavelmente adquiriram habilidades que ficaram com elas. A disparidade de renda fala por si só.
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