Já se perguntou por que os preços continuam subindo? Na verdade, existem duas maneiras principais de isso acontecer, e entender a diferença entre elas pode te dar uma visão sólida sobre os movimentos do mercado.



Então, há a inflação de custos de um lado. Isso acontece quando a oferta fica comprimida por algum motivo — pense em problemas na cadeia de suprimentos, esgotamento de recursos, desastres naturais, seja o que for — mas a demanda permanece a mesma. Quando você não consegue produzir o suficiente, aumenta os preços. É bem simples. O setor de energia é o exemplo clássico. Quando o fornecimento de petróleo é interrompido por tensões geopolíticas ou desastres naturais, as refinarias não conseguem produzir gasolina suficiente, então os preços disparam mesmo as pessoas ainda precisando dirigir. O mesmo aconteceu com o gás natural quando os oleodutos foram fechados.

Depois, há a inflação de demanda, que é quase o oposto. Isso acontece quando as pessoas têm dinheiro para gastar e estão dispostas a gastar, mas não há bens suficientes para atender a demanda. Economistas chamam isso de 'dinheiro demais perseguindo poucos bens' — o que, honestamente, é uma descrição bastante perfeita.

A recuperação da pandemia foi um exemplo clássico de inflação de demanda em ação. Depois que os lockdowns terminaram e as vacinas foram distribuídas, a economia reabriu rapidamente. As pessoas ficaram presas em casa por quase um ano, as cadeias de suprimentos ainda estavam se ajustando, e de repente todo mundo queria comprar coisas novamente. Gasolina, passagens aéreas, quartos de hotel, madeira, cobre — os preços subiram em todos os setores. O emprego também estava crescendo, então os consumidores tinham mais renda disponível para gastar. O ambiente de juros baixos também não ajudou, apenas incentivou mais empréstimos e gastos.

A principal diferença? A inflação de custos é sobre a oferta sendo esmagada. A inflação de demanda é sobre a demanda ficando louca enquanto a oferta não consegue acompanhar. Ambas empurram os preços para cima, mas vêm de direções totalmente diferentes. Entender qual delas está acontecendo importa se você quer interpretar os movimentos do mercado e as tendências econômicas.
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