Percebi que na Europa estão começando a agir seriamente em relação a um problema que pode se tornar crítico nos próximos meses: a escassez de combustível para aviação.



A situação é mais frágil do que parece. As companhias aéreas europeias já emitiram um alerta: com a situação no Irã se complicando, podem ficar sem combustível para aviação justamente na alta temporada de verão. Imagine o caos se os aeroportos europeus começarem a enfrentar problemas de abastecimento.

E aqui vem o dado interessante: a Europa é extraordinariamente dependente das importações de combustível para aviação. Cerca de 75% do que é necessário vem do Oriente Médio. Não é uma situação que se resolve do dia para a noite, especialmente se a geopolítica começar a criar tensões nos fornecimentos.

Por isso, a Comissão Europeia está preparando um plano de verdade. A partir do próximo mês, devem publicar um mapa completo da capacidade de refino disponível em toda a UE. A ideia é simples, mas eficaz: mapear tudo, depois garantir que as refinarias existentes sejam utilizadas ao máximo de suas capacidades. Nada de novo, mas necessário.

Além disso, estão elaborando medidas específicas dedicadas ao combustível para aviação, embora os detalhes ainda estejam em fase de definição. Parece um esforço coordenado para evitar que o setor da aviação fique paralisado quando o tráfego aéreo voltar a crescer.

Me impressiona que um tema tão crítico para a mobilidade europeia esteja finalmente recebendo atenção a nível institucional. Veremos como se desenvolve.
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