Você conhece uma história da história das criptomoedas que mostra perfeitamente a mentalidade dos primeiros adeptos. Trata-se de um rapaz que gastou 10.000 bitcoins em duas pizzas. Parece a refeição mais cara da história, mas para ele foi uma história completamente diferente.



Tudo começou em 18 de maio de 2010, em um fórum do Bitcoin Talk. Laszlo simplesmente postou uma proposta: trocaria 10 mil bitcoins por duas grandes pizzas. Talvez alguém cozinhasse, talvez pedisse para entregar. Ele até descreveu suas preferências de sabor. Naquela época, o bitcoin era um bebê — recém-criado, as pessoas não entendiam bem o que era. 10.000 bitcoins valiam cerca de 30 dólares. Sim, você não leu errado — 30 dólares pelo que hoje vale centenas de milhões.

No começo, ninguém percebeu o post. Algumas pessoas concordaram em ajudar, mas estavam fora dos EUA, e tudo acabou na logística. Laszlo até começou a duvidar se sua oferta não era baixa demais. Mas, após quatro dias, em 22 de maio, ele voltou ao fórum e postou uma foto — a transação foi concluída. As pizzas foram compradas.

Por que isso é importante? Porque foi a primeira transação real de bitcoin por algo material. Antes disso, as pessoas simplesmente acumulavam e guardavam. Laszlo mostrou que isso poderia funcionar como moeda. Era um experimento, uma hipótese testada. E funcionou.

O próprio Laszlo explicou depois por que fez isso. Para ele, era praticamente uma pizza grátis. Ele escreveu o código, minerou bitcoins, e se sentiu como se tivesse vencido a internet. Seu hobby literalmente comprou seu jantar. Normalmente, hobbies custam dinheiro e tempo, mas aqui foi o contrário — ele ganhou.

O que é interessante: Laszlo era programador e um dos primeiros a entender o potencial das placas de vídeo para mineração. Ele minerou rapidamente dezenas de milhares de bitcoins. Segundo o blockchain, em maio de 2010, sua carteira atingiu o pico de 20.962 BTC, depois subiu para 43.854 BTC em junho. Aqueles 10.000 que ele gastou na pizza eram apenas uma gota no oceano para ele.

Após essa transação, as pessoas começaram a acompanhar o preço da pizza em bitcoins. À medida que o valor do BTC crescia, todos atualizavam os números sob seu post. Laszlo mesmo admitiu que não esperava tal valorização. Mas o mais importante — ele não se arrepende. Não sofre de insônia, não fica angustiado. Naquele momento, ele era feliz, e isso é o mais importante.

Mais tarde, descobriu-se que Laszlo gastou cerca de 100.000 bitcoins em várias compras. Hoje, isso equivale a mais de 4 bilhões de dólares. Mas sua postura era a mesma: era um hobby, uma forma de testar a ideia, parte do desenvolvimento do ecossistema.

O vendedor da pizza foi um californiano de 19 anos, Jeremy Sterdivant. Ele também era um entusiasta de criptomoedas, minerou milhares de bitcoins, e gastou os mesmos 10.000 em uma viagem com a namorada. Depois, também não se arrependeu. Embora não esperasse essa valorização, achou que tinha lucrado com a transação a longo prazo.

Laszlo ainda permanece na sombra. Sem redes sociais, sem vontade de ficar famoso. Para ele, o bitcoin continuou sendo o mesmo de 2010 — um hobby, não uma carreira. Ele não queria chamar atenção, não queria que o confundissem com Satoshi. Só queria ficar na dele e aproveitar o processo.

Em 2019, a Bitcoin Magazine o parabenizou por sua contribuição ao desenvolvimento. Ele doou ao Bitcoin Core, trabalhou com mineração GPU no MacOS e, claro, criou o lendário meme da pizza. 22 de maio é, todo ano, para a comunidade cripto, o dia da pizza do bitcoin. Um dia saboroso e memorável.

Essa é a história. Uma pessoa comprou pizza com bitcoins e entrou para a história das criptomoedas para sempre. Não se arrepende, porque sabia o que estava fazendo. Não foi um erro, mas parte de um grande experimento que mudou o mundo.
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