Acabei de revisar os últimos dados de preços de combustíveis nos EUA e honestamente é preocupante o que está acontecendo. O preço da gasolina atingiu máximos históricos recentemente, superando até o que vimos durante a crise Rússia-Ucrânia em 2022. Estamos falando de 4,12 dólares por galão em média nacional. Mas o que realmente me chama a atenção é o diesel, que atingiu 5,65 dólares por galão, mais de 60 centavos acima do recorde anterior.



O interessante é que isso não é apenas um pico temporário. O secretário de Energia Chris Wright comentou que esses preços podem permanecer elevados nas próximas semanas. As projeções da EIA sugerem que, mesmo que as coisas se estabilizem, continuaremos vendo preços altos de gasolina e diesel durante todo o trimestre, diminuindo gradualmente apenas no final do ano.

Desde o final de fevereiro, quando começou a escalada do conflito, a gasolina subiu mais de 1,10 dólares por galão. E aqui vem o que realmente afeta a economia real: o diesel não é apenas um combustível a mais. É o que move a logística, a agricultura, a produção industrial. Quando o preço do diesel sobe, tudo encarece em cadeia. Os alimentos, o transporte, até as passagens aéreas já estão refletindo esses aumentos.

O que muitos não veem é o efeito cascata. Se os preços da energia se mantiverem assim, o poder de compra das pessoas se reduz significativamente. E isso complica bastante a recuperação econômica. É um daqueles momentos em que a inflação não vem da política monetária, mas de fatores geopolíticos que estão fora do controle dos bancos centrais. Vale a pena ficar atento a como isso evolui nas próximas semanas.
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