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Tenho observado o comportamento do ouro nas últimas semanas e há coisas interessantes acontecendo. A semana passada fechou em torno de 4749 dólares por onça após atingir máximos de 4857, então há volatilidade, mas com certa resistência. O que me chama atenção é que a maioria dos traders que conheço estão divididos: uns veem um rebote (51%), outros oscilações (31%) e alguns apostam na queda (18%).
Do ponto de vista técnico, o ouro está em uma zona complicada. Há um ponto-chave em 4736 dólares que funciona como linha de batalha entre touros e ursos. Se romper para cima com força, poderemos ver resistências em 4871 e depois em 4993. Se cair, os suportes estão em 4614 e mais abaixo em 4479. O que acontece é que as médias móveis estão muito agrupadas, o que significa que o mercado ainda não define uma direção clara.
O aspecto geopolítico continua sendo um fator chave. A situação no Oriente Médio gera incerteza, e isso tipicamente beneficia o ouro como ativo de refúgio. Além disso, o Fed vai fazer declarações nesta semana e sai o Livro Bege, dados que podem movimentar os mercados. O Bank of America continua falando de duas reduções de taxas para 2026, mas há debate sobre quando realmente o Fed vai diminuir.
Recentemente, o ouro rebotou quase 15% desde os mínimos recentes. Tecnicamente, estamos acima do retrocesso de 32,8%, o que sugere que essa correção pode ser apenas temporária. Alguns analistas falam de consolidação antes de um novo movimento de alta, considerando a tensão geopolítica que persiste.
Na prata também há movimento: três semanas de pequenas altas, segundo as velas semanais. A relação ouro/prata caiu para 62,59 vezes.
Resumindo, o ouro está em fase de rebote, mas em terreno técnico indeciso. É preciso ficar atento a esse ponto de inflexão em 4736 para ver se os touros assumem o controle ou se os ursos conseguem frear. A volatilidade vai continuar enquanto resolvemos a incerteza geopolítica e aguardamos as decisões do Fed.