Tem um problema bem real que a maioria não tá vendo direito na indústria de cripto. Nos últimos anos, praticamente todo modelo de token que aparece por aí incentiva as pessoas a lucrar vendendo, não mantendo. E isso cria um cenário bem ruim onde insiders e primeiros investidores saem correndo antes do varejo, deixando todo mundo em posições desalinhadas.



Brian Flynn vem levantando essa questão há tempos e tem razão. A gente vê isso acontecer constantemente: projetos que prometem comunidade unida, mas na real o incentivo é exatamente o oposto. Quando você só lucra se vender criptomoedas, qual é a motivação pra ficar? Nenhuma. Daí vem aquela corrida pra saída que destrói o que o projeto tentava construir.

O que Flynn propõe é bem diferente: imagina se os detentores de tokens pudessem lucrar simplesmente mantendo suas posições? Se tivessem direito a uma parte da receita do protocolo, tipo dividendos, mas descentralizado. Era tipo voto de acionista, mas pra crypto. Isso eliminaria a necessidade daqueles lock-ups que ninguém gosta e criaria incentivo real pra longo prazo.

O timing disso é crítico. Com os reguladores fechando o cerco, a indústria precisa mostrar que consegue criar modelos mais sustentáveis e alinhados. Se a gente não propuser alternativas credíveis agora, quando as janelas regulatórias se fecharem, vai ser tarde demais. Não dá mais pra vender criptomoedas com aquele discurso antigo de que todos vão ficar ricos rápido.

Esse é o tipo de mudança fundamental que poderia transformar como a gente pensa em tokenomics. Mas depende de todo mundo entender que lucrar mantendo é bem mais saudável pro ecossistema do que lucrar vendendo.
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