Uma cena interessante ouvi dos analistas da Strive. A essência é que, quando a IA começar a aumentar seriamente a produtividade da economia, isso criará uma pressão deflacionária — mais simples, a deflação é quando bens e serviços ficam mais baratos devido ao aumento da eficiência. E é aí que os políticos geralmente entram em pânico e começam a imprimir dinheiro para compensar esse processo.



Nessa situação, o Bitcoin se torna um ativo interessante. Se os bancos centrais realmente expandirem a oferta de dinheiro em resposta às tendências deflacionárias, o preço do BTC pode disparar. Segundo cálculos de especialistas, até o primeiro trimestre de 2036, o Bitcoin pode chegar a 11 milhões de dólares por moeda.

Parece absurdo? Vamos fazer as contas. Nesse cenário, a capitalização de mercado do Bitcoin seria de aproximadamente 2,3 quatrilhões de dólares. Isso representaria cerca de 12% de todos os ativos financeiros mundiais. Atualmente, o Bitcoin ocupa cerca de 0,2%, então estamos falando de um aumento de 60 vezes na sua participação.

Os cálculos baseiam-se na suposição de que a riqueza mundial crescerá 7% ao ano. Claro, isso não é garantido — há muitas variáveis. Mas a lógica em si é interessante: a IA aumenta a produtividade, isso gera pressões deflacionárias, os governos respondem com expansão monetária, e nesse ambiente ativos como o Bitcoin se tornam cada vez mais atraentes. Vale a pena ficar de olho nesse cenário.
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