Pesquisador Diz que Cantão se Semelha ao Sistema Bancário, Não ao Cripto

Um pesquisador de criptomoedas está acusando a Canton Network de métricas falsas de TVL, controle centralizado e alegações enganosas sobre ser uma blockchain.

Um pesquisador de criptomoedas está levantando sérias preocupações sobre a Canton Network.

Justin Bons usou o X para criticar o que ele descreve como alegações enganosas. Ele argumenta que a Canton funciona mais como um sistema bancário tradicional do que como uma blockchain. A rede usa processos de validação por convite, taxas escalonadas e censura embutida.

Bons afirma que esses recursos tornam a Canton fundamentalmente incompatível com os valores centrais do cripto.

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A estrutura permissionada da Canton atrai críticas de centralização

No centro das críticas de Bons está o sistema de validadores da Canton. Ele aponta que ingressar na rede requer uma inscrição formal.

Validadores existentes decidem quem é aprovado. Esse processo, ele argumenta, desqualifica a Canton de ser chamada de permissionless. Em sistemas verdadeiramente descentralizados, a participação depende de incentivos econômicos, não de aprovações de um grupo central.

Bons também destaca a taxa de inflação da Canton, que ele estima em 21,8%.

Os validadores, ele observa, recebem recompensas em tokens sem fazer staking de nada. Um grupo seleto de aplicações também recebe recompensas escolhidas por essa autoridade central.

Ele compara essa configuração a um esquema Ponzi, onde o token não serve a um propósito funcional em um design centralizado.

Ele também critica o modelo de taxas escalonadas da Canton. Usuários menores pagam taxas mais altas enquanto os maiores pagam menos. Essa estrutura, Bons diz, espelha a desigualdade bancária tradicional, e não a promessa de acesso aberto do cripto.

Canton está enganando o público e investidores com mentiras e métricas falsas!

É uma impressora de dinheiro centralizada com um imposto embutido, taxas escalonadas, KYC e censura

Isso não é “blockchain”!

É, na verdade, um pesadelo de centralização digno de um romance cyberpunk distópico: 🧵…

— Justin Bons (@Justin_Bons) 24 de abril de 2026

Alegações falsas de TVL alimentam preocupações de engano aos investidores

Bons direciona seu ataque às cifras de TVL reportadas pela Canton.

A Canton afirma ter mais de $326 bilhão em TVL de ativos do mundo real. Esse número a colocaria à frente de todas as outras blockchains por uma margem significativa. Mas Bons diz que esse número é uma jogada contábil, não uma métrica real.

Ele explica que empresas parceiras como a Broadridge espelham seus balanços nas redes privadas da Canton. Esses dados espelhados são então considerados como TVL on-chain.

Segundo Bons, nada mudaria nos livros dessas empresas se a Canton encerrasse amanhã. DeFiLlama, uma plataforma de dados amplamente respeitada, supostamente lista o TVL da Canton em $0.

Essa discrepância entre as alegações da Canton e os dados de terceiros é central para o argumento de Bons. Ele afirma que rastreadores confiáveis simplesmente não reconhecem os números reportados pela Canton como legítimos.

O modelo da Canton comparado às falhas da era da internet privada

Bons faz uma comparação histórica para reforçar seu ponto mais amplo. Ele menciona como grandes instituições uma vez promoveram alternativas privadas à internet pública.

A internet pública acabou prevalecendo. Ele acredita que o cripto seguirá o mesmo caminho, com sistemas abertos vencendo os permissionados.

Ele evita pedir ações legais, mas incentiva a comunidade cripto a rejeitar publicamente a Canton.

Sua principal preocupação é que a Canton empresta a linguagem e a marca do cripto sem entregar seus princípios. Ele argumenta que isso engana tanto participantes de varejo quanto investidores institucionais que não conhecem a diferença.

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