A estratégia e prática de criptografia do JP Morgan

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Escrito por: Yihe

O Grupo JPMorgan Chase & Co (NYSE: JPM), com sede em Nova Iorque, Estados Unidos, possui ativos totais de 4 trilhões de dólares, depósitos de até 1,5 trilhão de dólares e mais de 6.000 filiais, sendo uma das maiores instituições financeiras dos EUA.

A JPMorgan foi formada em 2000 pela fusão do Bank One, de Chicago, e do J.P. Morgan & Co., tendo adquirido também o First Chicago Bank, o Bear Stearns e o Washington Mutual. É uma instituição financeira multinacional e um dos maiores bancos dos Estados Unidos, atuando em mais de 60 países, incluindo áreas como banco de investimento, processamento de transações financeiras, gestão de investimentos, serviços financeiros comerciais e bancários pessoais.

Na onda de transformação digital do setor financeiro global, a JPMorgan, como grande banco tradicional, tem adotado ativamente a tecnologia blockchain e as aplicações de moeda digital. A instituição concentra-se em infraestrutura financeira inovadora, como tokenização de ativos, stablecoins e liquidação em blockchain, tendo realizado diversos pilotos internos e externos.

Este artigo, dirigido a potenciais clientes interessados em inovação financeira, apresenta a estratégia geral da JPMorgan em relação a ativos criptográficos e blockchain: incluindo declarações oficiais, parcerias de projetos, além de suas opiniões e avanços em tokenização de ativos, stablecoins (JPM Coin), finanças descentralizadas (DeFi) e plataformas de liquidação em blockchain. O conteúdo é acessível mesmo para leitores sem formação técnica especializada.

  1. Atitude estratégica geral da JPMorgan

A área de blockchain da JPMorgan é liderada pelo departamento Onyx (atualmente chamado Kinexys). Desde 2015, quando foi criado o grupo de pesquisa em blockchain, até a formação oficial do departamento Onyx em 2020, a alta direção do banco tem apoiado continuamente. Em novembro de 2024, a JPMorgan anunciou a mudança de nome da plataforma blockchain Onyx para Kinexys, e renomeou o sistema de pagamento JPM Coin para “Kinexys Digital Payments”, destacando sua estratégia de expansão de aplicação.

Desde sua criação, a plataforma Kinexys já processou mais de 1,5 trilhão de dólares em transações, com uma média diária de cerca de 20 milhões de dólares. Em comparação, o fluxo de pagamentos diários de bancos tradicionais é de aproximadamente 10 trilhões de dólares, demonstrando que a escala de aplicação atual do blockchain ainda é bastante inferior ao sistema tradicional. A JPMorgan não se limita a testes tecnológicos: seus executivos veem o blockchain avançando do estágio de pesquisa e desenvolvimento para a “comercialização”, integrando-o às operações principais. O Onyx foca em quatro áreas principais: a rede Liink (fluxo de informações transfronteiriço), Coin Systems (transmissão de valor na cadeia), a plataforma de ativos digitais Onyx (tokenização de ativos tradicionais) e projetos de inovação em blockchain. Em conversas com clientes, 99,9% dos tópicos abordam tokenização de ativos e pagamentos em blockchain.

Além disso, a JPMorgan participa de várias parcerias do setor, como o projeto “Rede de Liquidação Regulamentada” (Regulated Settlement Network), liderado pela SIFMA, que explora soluções de liquidação multi-ativos usando fundos de bancos comerciais, moedas de bancos centrais e títulos do governo em blockchain. De modo geral, a JPMorgan vê os ativos digitais como uma ferramenta-chave para aumentar a eficiência na liquidação de pagamentos e expandir seus modelos de negócio, promovendo ativamente a transição da tecnologia blockchain de testes para aplicações em escala.

  1. Direção na tokenização de ativos

Na área de tokenização de ativos, a JPMorgan, por meio do Kinexys/Onyx, tem trabalhado na colocação de ativos financeiros tradicionais na blockchain. A equipe do Onyx já tokenizou internamente títulos do Tesouro dos EUA, títulos lastreados em hipotecas (MBS) e outros ativos, permitindo que clientes usem esses ativos como garantia na cadeia para negociações. Por exemplo, há relatos de que o Onyx tokenizou títulos do Tesouro, MBS e dinheiro em espécie, com clientes externos como Goldman Sachs e BNP Paribas participando de operações de recompra na cadeia por meio de nós próprios. A tokenização possibilita entregas instantâneas 24/7, reduzindo a dependência de intermediários tradicionais. Até outubro de 2023, a plataforma de ativos digitais do Onyx havia processado cerca de 900 bilhões de dólares em transações, com um volume diário próximo a 20 bilhões de dólares. Importante notar que instituições como BlackRock também ingressaram nesse tipo de rede: em outubro de 2023, o Onyx lançou a rede de colaterais tokenizados (Tokenized Collateral Network, TCN), cuja primeira operação real foi a tokenização de fundos do mercado monetário pela BlackRock, que usou esses tokens como garantia em derivativos, com Barclays como contraparte. Isso indica que grandes gestoras de ativos estão testando a colocação de ativos na blockchain para aumentar a eficiência na liquidação.

No cronograma de avanços, alguns marcos importantes da JPMorgan incluem: o lançamento do JPM Coin em 2019; participação no projeto “Guardian” da MAS de Cingapura em novembro de 2022, testando tokens de depósito em dólares de Cingapura e ienes na rede Polygon; lançamento do TCN em outubro de 2023, com liquidação de garantias entre BlackRock e Barclays na cadeia; mudança de nome do Onyx para Kinexys em novembro de 2024; e, em 2025, parceria com Ondo Finance e Chainlink para realizar um piloto de liquidação atômica de títulos do Tesouro na cadeia pública Layer-1.

A seguir, uma linha do tempo resumida desses marcos principais (eixo horizontal representando os anos, marcando os principais lançamentos e pilotos).

※ Nota: Este é um diagrama ilustrativo de linha do tempo, refletindo os principais avanços na estratégia de tokenização da JPMorgan.

A linha do tempo pode incluir eventos como o início do JPM Coin em 2019, o piloto com MAS em 2022, o lançamento do TCN em 2023, a mudança de nome para Kinexys em 2024 e os pilotos de cross-chain em 2025.

De modo geral, a JPMorgan busca ampliar a colocação de ativos na blockchain via plataforma Kinexys, visando liquidações em tempo real e programáveis. Relatórios internos indicam que a tokenização oferece entregas instantâneas e maior liquidez, ajudando a transformar mercados tradicionais, como títulos do Tesouro e notas comerciais, integrando-os ao sistema de liquidação em blockchain, o que reduz riscos e aumenta velocidade e eficiência. Especialistas do setor acreditam que essas tecnologias podem gerar economias significativas em operações de recompra e empréstimos de títulos.

  1. Exploração do JPM Coin e liquidação em blockchain

O JPM Coin (agora chamado JPMD na nova nomenclatura) é uma stablecoin de dólares emitida pelo JPMorgan, destinada a transferências rápidas de fundos entre clientes institucionais na rede blockchain. Em novembro de 2025, o banco lançou oficialmente o JPM Coin na rede Base, suportada pela Coinbase, permitindo transações 24/7 e liquidação instantânea de transações transfronteiriças. Diferentemente das transferências tradicionais, que podem levar horas ou dias úteis, o JPM Coin realiza transferências em poucos segundos.

Além disso, o JPM Coin representa depósitos reais de bancos comerciais, com respaldo de reservas de depósitos bancários 1:1. Em contraste, stablecoins como USDC são emitidas por empresas não bancárias, geralmente apoiadas por reservas em dólares ou títulos do governo, mas plataformas de cripto não costumam repassar os juros dessas reservas aos detentores. Executivos do JPMorgan afirmam que os depósitos tokenizados podem gerar juros para os detentores, ao passo que a maioria das stablecoins mantém esses rendimentos para as próprias emissores.

A tabela a seguir compara o JPM Coin, stablecoins principais e transferências bancárias tradicionais em aspectos como emissor, tempo de liquidação, mecanismo de rendimento e regulamentação:

Características JPM Coin (depósito tokenizado) Stablecoins (ex. USDC/USDT) Transferências bancárias tradicionais
Emissor Banco (J.P. Morgan) Empresas (Circle, Tether) Bancos
Apoio de ativos Depósitos bancários (1:1 USD) Reservas em dólares ou títulos Saldo em conta bancária
Rede de liquidação Blockchain (Base, etc.) Blockchain (multi-chain) Redes tradicionais (SWIFT/ACH)
Velocidade de transação 24/7, liquidação instantânea 24/7, liquidação instantânea Dias úteis
Rendimento Pode pagar juros Geralmente não paga juros Pode pagar juros em conta
Regulação Regulamentado pelo banco, KYC rigoroso Regulamentação variável, possível anonimato Totalmente regulado
Cliente alvo Clientes institucionais Exchanges e usuários finais Todos os clientes bancários
Interoperabilidade Pode trocar com contas bancárias Pode fazer troca entre cadeias Liquidação interbancária

Como se observa, o JPM Coin oferece vantagens por ser emitido por banco regulado, garantindo segurança similar à de uma conta bancária, além de possibilitar liquidações 24/7 e transferência de juros. Stablecoins, embora tenham circulação global, por serem emitidas por entidades não bancárias, enfrentam maior impacto regulatório e não repassam juros aos detentores. Atualmente, o JPM Coin é voltado a clientes institucionais, oferecendo uma solução híbrida de crédito tradicional com eficiência blockchain.

  1. Atitudes em relação a ativos cripto principais e DeFi

A JPMorgan demonstra uma postura de exploração cautelosa e de apoio ao DeFi. A instituição realiza estudos internos e pilotos com protocolos DeFi, como no projeto “Guardian” da MAS, iniciado em novembro de 2022, onde a equipe Onyx colaborou com bancos como DBS de Cingapura e SBI do Japão, usando a rede Polygon para testar depósitos tokenizados em dólar de Cingapura e ienes. O piloto também utilizou versões regulamentadas do Aave (Aave Arc) e Uniswap, validando a viabilidade de empréstimos descentralizados e negociações institucionais. O responsável do Onyx, Ty Lobban, afirmou que, com escalabilidade e privacidade adequadas, mais operações financeiras tradicionais migrarão para as cadeias públicas, indicando uma visão otimista sobre o papel futuro do DeFi na blockchain. Além disso, a JPMorgan desenvolveu um framework de verificação de identidade na cadeia, permitindo que aplicações DeFi acessem usuários institucionais de forma segura, sem necessidade de repetir KYC, promovendo conformidade.

Em maio de 2025, a equipe Kinexys colaborou com a fintech Ondo Finance e o provedor de oráculos Chainlink em um piloto de liquidação atômica de títulos do Tesouro na cadeia cruzada, conectando sua cadeia autorizada a uma cadeia pública via Chainlink. Essa iniciativa marca a primeira conexão de sua cadeia de permissão com uma cadeia pública, usando Chainlink como camada de comunicação entre cadeias, permitindo a sincronização de ativos tradicionais e digitais. Nelli Zaltsman, responsável pela liquidação na Kinexys, afirmou que essa inovação amplia as opções de liquidação na cadeia, ajudando clientes a se adaptarem às novas infraestruturas de pagamento.

Quanto às principais criptomoedas como Bitcoin e Ethereum, a postura do JPMorgan é mais cautelosa. O CEO Jamie Dimon, que anteriormente criticou o Bitcoin como uma “fraude”, mudou de postura, dizendo que clientes podem investir em cripto, desde que o banco não seja responsável pela custódia. Atualmente, o JPMorgan ainda não oferece serviços de custódia de criptoativos, mas realiza estudos e negociações nesse setor. Há relatos de que o banco avalia oferecer serviços de negociação de criptomoedas e derivativos para clientes institucionais, incluindo o uso de Bitcoin ou Ethereum como garantia de empréstimos. Essas informações vêm de fontes de mídia e análises, sem confirmação oficial. Em geral, o JPMorgan mantém uma postura de abertura cautelosa, promovendo soluções de liquidação na cadeia e monitorando a regulamentação para oferecer inovação financeira de forma segura.

  1. Rumores e tendências do setor (apenas para referência)

Segundo relatos da mídia e rumores do setor, o JPMorgan pode estar planejando mais iniciativas no campo de ativos digitais, embora sem confirmação oficial. Por exemplo, a Bloomberg reportou que o banco estaria “considerando oferecer serviços de negociação de criptomoedas para clientes institucionais”; outros rumores sugerem que o banco pode permitir que clientes usem Bitcoin e Ethereum como garantia de empréstimos. Se verdade, isso indicaria uma crescente aceitação de ativos digitais por parte de instituições tradicionais. Contudo, essas informações ainda são especulações do mercado e não representam posições oficiais do JPMorgan. Em suma, o banco está gradualmente abrindo sua aceitação de ativos digitais, sempre sob supervisão regulatória e com base no feedback do mercado.

Fontes de referência: Este artigo cita declarações oficiais do JPMorgan, reportagens de mídia financeira e estudos do setor, incluindo análises de plataformas como Onyx/Kinexys, projetos de tokenização, JPM Coin e pilotos de DeFi (alguns com caráter especulativo, devidamente indicados).

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