Os democratas da Câmara levantam alarmes de segurança nacional sobre o pedido de carta bancária de criptomoedas da família Trump

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Resumo

  • Um total de 41 deputados democratas da Câmara instaram Scott Bessent a examinar cuidadosamente um pedido de licença bancária da empresa de criptomoedas da família Trump.
  • Os legisladores alertaram que tal aprovação poderia representar riscos à segurança nacional e à influência estrangeira.
  • Citaram relatórios recentes de que a World Liberty Financial vendeu uma participação importante a um membro da realeza dos Emirados Árabes Unidos.

Quarenta e um democratas da Câmara estão pressionando o Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, sobre a possível aprovação de uma licença bancária para a empresa de criptomoedas da família Trump, alertando que tal aprovação poderia ameaçar a legitimidade do sistema bancário americano e sua independência de atores estrangeiros. Numa carta enviada a Bessent na quinta-feira, os legisladores fizeram referência a relatórios recentes de que a empresa de criptomoedas da família Trump, a World Liberty Financial, vendeu silenciosamente quase metade de seu capital a um membro da realeza dos Emirados Árabes Unidos, que logo depois garantiu um lucrativo acordo de chips de IA com a Casa Branca. A World Liberty está atualmente buscando uma licença de banco de confiança nacional para acelerar suas ambições relacionadas a stablecoins. A licença requer aprovação do OCC, uma agência do Departamento do Tesouro. Isso permitiria à World Liberty simplificar significativamente a liquidação de transações relacionadas à sua stablecoin, USD1, nos Estados Unidos. 

“Este não é mais apenas um debate sobre a teoria de licenciamento de criptomoedas,” dizia a carta, coordenada pelo deputado Gregory Meeks (D-NY). “Trata-se de propriedade estrangeira, segurança nacional, integridade regulatória e se o nosso processo de licenciamento bancário é resistente à pressão política e geopolítica.” Os legisladores democratas solicitaram a Bessent que fornecesse informações detalhadas sobre as salvaguardas que o Departamento do Tesouro possui para garantir que governos estrangeiros não possam “usar o processo de licenciamento bancário para obter vantagem sobre o sistema financeiro dos EUA.” Os legisladores também pediram informações sobre o papel que a Casa Branca desempenha na influência nas decisões do OCC sobre pedidos de licença bancária. Durante depoimento ao Congresso no início deste mês, Bessent afirmou que o OCC, e seu processo de solicitação de licença bancária, são independentes dele e do Departamento do Tesouro. Assim, recusou-se a responder a perguntas detalhadas sobre o pedido de licença bancária da World Liberty. Na carta de quinta-feira, Meeks e seus colegas democratas também solicitaram que Bessent esclarecesse novamente se o Departamento do Tesouro possui alguma participação formal ou informal nesse processo. Pediram respostas dentro de uma semana.

A carta foi assinada não apenas por céticos notáveis em relação às criptomoedas, mas também por alguns dos maiores defensores do setor na Câmara, incluindo os deputados Ritchie Torres (D-NY) e Sam Liccardo (D-CA). A correspondência ocorreu exatamente um dia após a World Liberty realizar uma conferência sofisticada em Mar-a-Lago, com a presença de vários membros da família Trump, da rapper Nicki Minaj e dos CEOs do Goldman Sachs, Coinbase, Bolsa de Nova York e Nasdaq. Changpeng Zhao, fundador da Binance recentemente perdoado pelo presidente Trump, também esteve presente.

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