Binance, a maior bolsa de criptomoedas por volume negociado, divulgou diretrizes que impõem obrigações mais rigorosas aos emissores de tokens e provedores de liquidez.
As novas regras exigem que os projetos divulguem a identidade do formador de mercado, a entidade legal e os termos do contrato. Também proíbem acordos de partilha de lucros e garantias de retorno, que a bolsa afirmou poder criar incentivos que entram em conflito com o comércio justo. Os contratos de empréstimo de tokens devem indicar claramente como os tokens emprestados podem ser utilizados.
As regras são “destinadas a ajudar os projetos a realizar uma diligência mais rigorosa sobre seus parceiros formadores de mercado e a lembrar os utilizadores de estarem atentos às condições de mercado”, disse um porta-voz da Binance por e-mail. A empresa busca promover “um mercado justo e eficiente, e não toleramos condutas inadequadas.”
A nova política foca numa parte do mercado de criptomoedas que muitas vezes funciona nos bastidores. Os formadores de mercado geralmente colocam ordens de compra e venda para manter a atividade de negociação e reduzir oscilações bruscas de preço, o que, num mercado saudável, pode ajudar os utilizadores a comprar ou vender sem grandes deslizamentos, especialmente quando um token é recém-listado.
A Binance afirmou que problemas surgem quando as empresas atuam menos como provedores neutros de liquidez e mais como vendedores com incentivos ocultos. A bolsa destacou comportamentos como vendas que entram em conflito com os cronogramas de lançamento de tokens, negociações unilaterais e atividades que inflacionam o volume sem mover os preços de forma natural.
No seu blog, a Binance afirmou que tomará “medidas rápidas e decisivas contra qualquer conduta inadequada”, incluindo a inclusão na lista negra de formadores de mercado. Ainda não está claro se a Binance pretende divulgar os nomes dos formadores de mercado que colocar na lista negra.