Mensagem do Gate News, 23 de abril — Juan Leon, Estrategista Sénior de Investimentos na Bitwise, defendeu esta semana que as carteiras institucionais e de elevado património estão a avançar para além da exposição mínima ao cripto, rumo a alocações mais substanciais. Tradicionalmente limitadas entre 1% e 5%, estas carteiras poderiam confortavelmente atingir 10% nos próximos anos, afirmou Leon.
A Morgan Stanley recomendou recentemente uma alocação de 7%, referiu Leon, assinalando uma mudança face ao anterior patamar-base de 1%. O Bitcoin está a captar a procura por activos reais, enquanto Ethereum, Solana e XRP estão cada vez mais a capturar exposição ao crescimento. O stablecoin da Ripple, RLUSD, construído na XRP ledger, aumentou a sua capitalização de mercado quase dez vezes no último ano, de cerca de $100-200 milhões para entre $1,5-1,9 mil milhões. A Lei GENIUS, legislação dos stablecoins dos EUA aprovada no ano passado, serviu de catalisador para a transformação do RLUSD de um produto de nicho num sério canal de pagamentos.
Leon salientou que as instituições não estão a comprar XRP como um token especulativo, mas como uma aposta em infra-estrutura de fintech. Pagamentos transfronteiriços, remessas, liquidação com stablecoins e a aquisição de gestão de tesouraria da Ripple estão a ser incorporados numa única tese de investimento. "Acho que estão a analisá-lo como uma oportunidade multifacetada de crescimento financeiro", disse Leon.