A Bybit afirmou que o seu cofundador e CEO, Ben Zhou, reuniu-se com Irakli Kobakhidze em Tbilisi esta semana para discutir a próxima fase das ambições do país no setor de ativos digitais e como a inovação financeira responsável pode ser fomentada através de uma cooperação estreita entre o governo e a indústria. A reunião, que contou com a presença de altos funcionários georgianos e da liderança local da Bybit, destacou o esforço da exchange para estabelecer-se na Geórgia, operando num modelo baseado na conformidade que, segundo afirma, beneficia tanto os consumidores quanto o sistema financeiro mais amplo.
Os representantes de ambos os lados enquadraram as conversas como parte de um diálogo político, parte de uma proposta de parceria. O Primeiro-Ministro Kobakhidze acolheu com entusiasmo o interesse de plataformas tecnológicas e financeiras internacionais, afirmando que esse envolvimento reflete a crescente atratividade da Geórgia para investimentos e seu potencial para se tornar um centro regional de finanças digitais. O governo destacou o recente impulso econômico como contexto para essa proposta, apontando para métricas de crescimento robusto nos últimos anos.
A Bybit utilizou a reunião para reiterar uma mensagem que tem enfatizado desde sua entrada no mercado georgiano: integrar-se profundamente, cumprir de forma transparente e construir infraestruturas de pagamento e negociação acessíveis ao consumidor comum. Zhou lembrou aos oficiais que a estratégia local da Bybit seguiu esse roteiro, passando do registro regulatório ao lançamento de produtos e parcerias com bancos locais e players globais de stablecoins e pagamentos. “A Geórgia está se tornando um modelo de como as empresas de criptomoedas podem se integrar na estrutura financeira de um país”, afirmou Zhou, descrevendo uma sequência deliberada de marcos que a empresa alcançou desde o final de 2024.
Os Marcos São Concretos
A Bybit foi uma das primeiras grandes exchanges globais a obter uma licença de Provedor de Serviços de Ativos Virtuais na Geórgia, no final de 2024, uma posição regulatória que, segundo a empresa, ajudou a planejar uma plataforma local e lançar serviços personalizados. O site localizado, que dá aos georgianos acesso aos mercados globais da Bybit, entrou em funcionamento em meados de 2025, e a empresa posteriormente obteve uma licença de Provedor de Serviços de Pagamento, que abriu caminho para infraestruturas de fiat locais e programas de cartões. Mais recentemente, a Bybit lançou o Cartão Bybit na Geórgia em janeiro de 2026, uma iniciativa que a empresa apresenta como uma ponte entre ativos cripto e gastos diários para consumidores e comerciantes.
Além das novidades de produto, a exchange informou às autoridades que está buscando uma integração mais profunda com o sistema bancário tradicional, incluindo discussões ativas para estabelecer parcerias com um banco georgiano líder, a fim de oferecer serviços de negociação de cripto diretamente aos clientes bancários. Se concretizado, esse tipo de colaboração seria um dos primeiros exemplos na região de um banco convencional vinculando fluxos de banking ao mercado de cripto licenciado. A Bybit enquadrou essas parcerias como parte de um compromisso mais amplo com inclusão financeira, alfabetização digital e modernização dos pagamentos em toda a Geórgia.
Analistas e observadores locais afirmaram que essas reuniões são previsíveis, mas importantes: sinalizam um compromisso de duas vias. Para o governo georgiano, a colaboração com plataformas internacionais estabelecidas pode acelerar a digitalização de pagamentos e serviços financeiros. Para empresas como a Bybit, o país oferece um ambiente regulatório de sandbox com rotas claras de licenciamento e, cada vez mais, oportunidades concretas de negócios. Os céticos alertam que a rápida expansão do fintech deve ser acompanhada de supervisão e proteção ao consumidor; os apoiadores dizem que licenças claras e diálogo público são os primeiros passos corretos.
Fundada em 2018 e atendendo a dezenas de milhões de usuários globalmente, a Bybit apresentou a reunião de Tbilisi como parte de uma estratégia de longo prazo para fundir infraestruturas tradicionais de finanças e Web3, operando sob uma forte supervisão local. À medida que reguladores, bancos e empresas de cripto continuam a testar formas de trabalhar juntos, a Geórgia parece determinada a se posicionar como um dos primeiros laboratórios onde esse experimento será realizado publicamente.