O CEO do JPMorgan, Dimon, elogia a economia mexicana numa reunião com a presidente Sheinbaum

O presidente e CEO da JPMorgan, Jamie Dimon, elogiou o futuro económico do México durante um encontro com a presidente Claudia Sheinbaum, no Palácio Nacional, na terça-feira. A conversa centrou-se no panorama favorável para a economia mexicana, na força das relações bilaterais e na agenda comercial da América do Norte. A reunião ocorreu enquanto os Estados Unidos avaliam o Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), com o presidente Donald Trump a criticar alegado tratamento injusto recebido pelo país ao abrigo do pacto comercial.

Dimon destaca oportunidades em energia e infraestruturas no México

Sheinbaum reportou primeiro a reunião nas redes sociais, afirmando: "Discutimos o panorama favorável para o México, a força da nossa economia e a importância da agenda comercial da América do Norte." Numa entrevista posterior à comunicação social mexicana local, Dimon reforçou a relevância das relações bilaterais, declarando que ambos os países têm sorte por terem um ao outro e sublinhando um esforço conjunto para concluir os acordos necessários e apostar no crescimento mútuo.

Dimon destacou oportunidades em energia, infraestruturas e desenvolvimento tecnológico que o México poderia aproveitar se fossem tomadas as decisões certas nos próximos anos. "Acredito que o México tem uma enorme oportunidade nos próximos 20 anos. Eu estaria disposto a comprar um ETF — um fundo mexicano — a mantê-lo durante 10 anos, e garanto-lhe que terá bons resultados", afirmou Dimon.

Trump critica o USMCA, enquanto Dimon alerta para o fator China

O encontro acontece enquanto os EUA avaliam o Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), com o presidente Donald Trump a criticar o alegado tratamento injusto que o país recebeu. "Não precisamos de nada que o Canadá tenha, nem de nada que o México tenha, mas eles precisam de tudo o que nós temos", afirmou Trump recentemente.

Dimon referiu-se ao tema, salientando que, para o crescimento continuar, o acordo deve ser revisto para beneficiar tanto o México como os EUA, mencionando a China como um fator controverso. "Se houver áreas em que a China esteja a usar o México para contornar tarifas dos EUA e coisas do género, isso é algo que o México deve monitorizar de perto", disse.

Previsão da JPMorgan: 50 mil milhões de dólares em investimento estrangeiro no México até 2026

Felipe Garcia Moreno, diretor sénior de País do México na JPMorgan, estimou que o investimento estrangeiro no México poderá atingir 50 mil milhões de dólares em 2026, com um aumento da entrada de capital dos EUA. "Vimos um aumento significativo na atividade de fusões e aquisições — por exemplo, empresas dos EUA a adquirirem participações em empresas mexicanas ou a aumentarem as suas participações existentes", concluiu.

FAQ

O que é que Jamie Dimon discutiu com a presidente Sheinbaum na terça-feira?

Jamie Dimon reuniu-se com a presidente Claudia Sheinbaum no Palácio Nacional na terça-feira para discutir o panorama favorável para a economia do México, a força das relações bilaterais e a importância da agenda comercial da América do Norte.

Por que é que Dimon alertou o México para monitorizar a China de perto?

Dimon afirmou que, se houver áreas em que a China esteja a usar o México para contornar tarifas dos EUA, o México deve monitorizar isso de perto, uma vez que se relaciona com a revisão em curso do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA).

Quanto investimento estrangeiro a JPMorgan prevê para o México em 2026?

Felipe Garcia Moreno, diretor sénior de País do México na JPMorgan, estimou que o investimento estrangeiro no México poderá atingir 50 mil milhões de dólares em 2026, impulsionado por um aumento do influxo de capital dos EUA e pela atividade de fusões e aquisições.

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