De 18 de junho de 2026, 13:30 a 13:45 UTC, a ETH caiu de forma acentuada 1,02% em 15 minutos, passando de 1750,8 USDT para 1731,36 USDT, com amplitude de 1,11%. Os retornos de curto prazo rapidamente ficaram negativos, e a volatilidade do mercado aumentou de forma clara.
O principal motor dessa oscilação foi o REX-Osprey ETH + Staking ETF (ESK), que em 18 de junho entrou oficialmente no processo de liquidação, exigindo a venda concentrada de toda a posição em ETH para devolver o capital aos investidores, acionando diretamente a pressão vendedora dentro dessa janela de tempo. Ao mesmo tempo, os ETFs spot de Ethereum já registram resgates líquidos consecutivos há 15 pregões, e, em maio, a saída líquida totalizou US$ 401 milhões, o pior mês de liquidez de 2026, com a retirada contínua de capital institucional formando uma pressão vendedora persistente.
Além disso, no início deste mês, o Bitcoin rompeu o patamar importante de US$ 70.000, e, nas últimas 24 horas, o mercado cripto teve quase US$ 1 bilhão em liquidações forçadas. O efeito de contágio dificultou que a ETH ficasse imune à queda. Dados on-chain mostram que endereços de “baleias” já haviam reduzido posições semanas antes da queda do preço; os saldos de ETH nas exchanges caíram para 15,28 milhões, o menor nível em 9 anos, com demanda compradora fraca. No técnico, o cenário aponta para alinhamento baixista: a média de 50 dias está em US$ 2.080, e o preço atual já caiu abaixo de todo suporte das médias de médio e longo prazo.
O suporte de US$ 1.650 está sob prova; se romper, pode buscar o patamar psicológico de US$ 1.500. A liquidez nas exchanges está em nível mais baixo de anos, e vale acompanhar se a pressão vendedora diminui após a conclusão da liquidação do ETF e como o Bitcoin se estabiliza, atento ao risco de “corrida” de liquidações em cadeia por causa de posições alavancadas.