A SpaceX planeja abrir capital na Nasdaq em 12 de junho; prejuízo líquido de US$ 4,28 bilhões no 1T

MarketWhisper
SPCX1,24%
XAI1,8%

SpaceX IPO

A SpaceX já enviou secretamente à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) um rascunho do S-1 em 1º de abril e planeja concluir sua oferta pública inicial (IPO) na Nasdaq em 12 de junho sob o ticker SPCX, com roadshow previsto para começar por volta de 4 de junho. O documento S-1 mostra que a empresa terá receita no 1º trimestre de 2026 de US$ 4,69 bilhões e prejuízo líquido GAAP de US$ 4,28 bilhões.

Estrutura do IPO confirmada: desdobramento de ações, alocação para varejo e dupla classe de ações

A SpaceX concluiu em 4 de maio de 2026 um desdobramento de ações de 5 por 1 para reduzir o preço por ação e aumentar a acessibilidade para investidores de varejo; o documento S-1 também confirma que este IPO vai alocar para investidores individuais no máximo 30% das ações emitidas, acima do percentual geral observado em grandes IPOs semelhantes.

A estrutura de ações é dividida em duas categorias: ações Classe A com 1 voto por ação, oferecidas a investidores do público; e ações Classe B com 10 votos por ação, detidas pela Musk. Essa estrutura de dupla classe dá à Musk, mesmo com cerca de 42% de participação acionária, o controle de 85,1% dos direitos de voto consolidados. O S-1 confirma que apenas acionistas da Classe B podem destituir Musk, e que Musk controla na prática as decisões dos acionistas da Classe B. De acordo com as regras da Nasdaq, a SpaceX será classificada como “empresa controlada”, podendo dispensar parte das exigências de independência do conselho.

Dados financeiros do 1º tri de 2026: detalhamento das causas de US$ 4,69 bilhões de receita e US$ 4,28 bilhões de prejuízo

O documento S-1 revela que a receita da SpaceX no 1º trimestre de 2026 foi de US$ 4,69 bilhões, com o serviço de internet via satélite Starlink sendo a principal fonte de receita, enquanto o aumento na frequência de lançamentos do foguete Falcon 9 também contribuiu para o crescimento. A receita do ano de 2025 foi de US$ 18,67 bilhões, confirmando a tendência de alta da receita neste início de ano.

O principal componente do prejuízo líquido GAAP trimestral de US$ 4,28 bilhões inclui: investimentos contínuos em pesquisa e desenvolvimento do foguete Starship da próxima geração, custos de construção de infraestrutura de IA introduzidos pela fusão com a xAI concluída em fevereiro de 2026 e gastos de capital contínuos na área de tecnologia de foguetes reutilizáveis e contratos governamentais do Starshield.

Quatro principais fatores de risco destacados no S-1

Atrasos na tecnologia Starship: o progresso no desenvolvimento do próximo foguete afeta diretamente o modelo comercial de longo prazo da empresa e sua estrutura de custos

Obstáculos regulatórios: os processos de aprovação de entidades como a Federal Aviation Administration (FAA) e a FCC impõem restrições aos planos de lançamento e à expansão do Starlink

Necessidade contínua de grandes aportes de capital: o S-1 confirma que a empresa está em uma fase de alto consumo de capital e que, após abrir capital, ainda precisará de financiamento contínuo para sustentar as operações

Risco de dispersão de atenção de Musk: Musk também é CEO da Tesla, líder da xAI e consultor do Departamento de Eficiência do Governo dos EUA (DOGE); o S-1 lista isso de forma explícita como risco de governança

Perguntas frequentes

Quais direitos práticos as ações Classe A do público investidor terão no IPO da SpaceX?

As ações Classe A do público terão receitas recorrentes de assinaturas do Starlink, retornos financeiros provenientes das operações de lançamentos comerciais do Falcon 9 e ganhos trazidos por contratos governamentais do Starshield. Em governança corporativa, as ações Classe A têm apenas 1 voto por ação, o que, em comparação com as ações Classe B detidas pela Musk (10 votos por ação), limita extremamente a influência dos acionistas públicos sobre decisões relevantes da empresa. A classificação da SpaceX como “empresa controlada” também dispensa parte das exigências de independência do conselho.

Após a conclusão da fusão entre xAI e SpaceX em fevereiro de 2026, qual será o impacto nas demonstrações financeiras?

O documento S-1 confirma que a fusão da xAI é uma das principais causas do prejuízo líquido GAAP de US$ 4,28 bilhões no 1º trimestre de 2026, e que a construção da infraestrutura de IA relacionada gera grandes despesas de capital pontuais e contínuas. Após a fusão, o escopo de negócios da SpaceX se expande para as áreas de IA e computação de alto desempenho, criando sinergias com a infraestrutura de transmissão de dados da internet via satélite Starlink; ao mesmo tempo, os custos operacionais também aumentam de forma significativa.

Como o tamanho deste IPO se compara ao maior IPO da história?

A SpaceX busca levantar de US$ 40 bilhões a US$ 75 bilhões, com uma faixa de valuation de US$ 1,75 trilhão a US$ 2 trilhões. A Saudi Aramco concluiu uma captação de US$ 25,6 bilhões em 2019, estabelecendo o que era o maior registro de IPO até então; a Alibaba fez uma captação de US$ 25 bilhões em 2014, ficando em segundo lugar. Se a SpaceX fechar a ponta alta da meta de captação, vai superar o recorde da Saudi Aramco e se tornar o maior IPO da história.

Isenção de responsabilidade: as informações nesta página podem ter origem em fontes terceiras e servem apenas como referência. Não representam as opiniões da Gate e não constituem orientação financeira, de investimentos ou jurídica. A negociação de ativos virtuais envolve alto risco. Não tome decisões baseando-se apenas nas informações desta página. Para mais detalhes, consulte a Isenção de responsabilidade.
Comentário
0/400
Sem comentários