A administração Trump anunciou que irá alocar US$ 2 bilhões em participações societárias em nove empresas de computação quântica dos EUA, incluindo um novo empreendimento da IBM, segundo a Reuters. Os investimentos vão usar incentivos da CHIPS and Science Act para apoiar a produção doméstica e fortalecer a concorrência com a China. A medida estende uma política industrial dos EUA que financia empresas em troca de participações societárias, após investimentos anteriores em participações em Intel e mineradora de terras raras MP Materials.
Impulso de US$2 Bilhões Mirando Levar Produção de Chips Quânticos a Nova York
A IBM receberá US$ 1 bilhão para criar a Anderon, uma empresa de Nova York que vai fabricar chips quânticos. A IBM vai corresponder com uma contribuição em dinheiro de US$ 1 bilhão, totalizando um esforço conjunto de US$ 2 bilhões para lançar o que está planejado como o primeiro site dedicado de fabricação de chips quânticos dos Estados Unidos em New Albany, Nova York.
A Anderson vai operar uma foundry de wafer quântico de 300 milímetros — uma fábrica que produz chips em wafers semicondutores grandes e padrão. A IBM afirma que seus qubits, as unidades básicas da computação quântica, são construídos com ferramentas avançadas de fabricação de semicondutores de 300mm.
A contratada de chips GlobalFoundries receberá US$ 375 milhões para uma planta nos EUA que produzirá componentes para múltiplos sistemas de computação quântica. Segundo a GlobalFoundries, o aporte vem com uma participação societária de cerca de 1% na empresa.
As empresas de computação quântica D-Wave, Rigetti Computing e Infleqtion receberão aproximadamente US$ 100 milhões cada. A Diraq, com sede na Austrália, receberá até US$ 38 milhões para trabalho técnico.
Reação do Mercado e Estrutura de Investimento
As ações das empresas subiram de 6% a 31% após o anúncio. O Departamento de Comércio dos EUA confirmou as alocações de recursos.
O modelo de investimento do governo — fornecendo capital em troca de participações societárias — se estende por múltiplos setores estratégicos. O apoio do governo pode dar aos investidores privados mais confiança para avaliar empresas de computação quântica, apesar dos obstáculos técnicos e de caminhos incertos para a receita.
Os gastos levam a computação quântica além da pesquisa de laboratório e a colocam como estratégia nacional. EUA, China e Europa agora tratam a tecnologia como infraestrutura, ao lado de inteligência artificial e semicondutores.