A Polymarket está a preparar uma actualização de protocolo que parece menos cosmética do que estrutural, com um novo token de colateral e uma arquitectura de negociação redesenhada, com o objectivo de corrigir alguns dos pontos de fricção mais persistentes da plataforma. De acordo com a documentação da empresa, a actualização vai introduzir o Polymarket USD, ou pUSD, um token ERC-20 na Polygon que é totalmente suportado por USDC. Na prática, o pUSD vai funcionar como a representação técnica do saldo de um utilizador dentro da plataforma. Quando os utilizadores depositam USDC, esse saldo aparece na forma de pUSD na Polymarket, e pode ser trocado de volta para USDC no levantamento. O pUSD muda as “tubagens”, não a rotina do utilizador Para a maioria dos utilizadores, a experiência na interface não deverá mudar muito. Os fundos entram, aparece um saldo, são colocadas transacções e o dinheiro pode ser levantado. A diferença está por baixo, na camada de liquidação. A Polymarket afirma que o protocolo vai continuar a liquidar a actividade de negociação em USDC nativo, enquanto o pUSD actua como token de colateral dentro da plataforma. A empresa está claramente a tentar tornar o sistema mais eficiente em capital e mais fácil de escalar, sem transformar o fluxo do utilizador numa coisa mais complicada. Também cuidou de enquadrar o pUSD de forma conservadora. O token é descrito como um ERC-20 padrão na Polygon, suportado por USDC através de mecanismos de levantamento impostos por contratos inteligentes, sem “peg” algorítmico e sem uma estrutura de reservas fraccionadas. Menos transacções falhadas é o argumento de venda real A actualização mais importante poderá ser a arquitectura em torno da própria negociação. A Polymarket diz que o novo CTFv2 e o design actualizado do livro de ordens foram concebidos para reduzir falhas relacionadas com nonce, condições de corrida na verificação de saldos e outros problemas de casos-limite que têm provocado transacções falhadas. As taxas serão agora calculadas no momento do “match”, em vez de na colocação da ordem, enquanto o acompanhamento das ordens passará para um modelo com timestamp mais assinatura, em vez de depender de nonces onchain. A empresa também diz que os custos de gas deverão descer porque os novos contratos usam bibliotecas mais eficientes. A segurança também está a ser enfatizada. Os contratos CTFv2 foram auditados pela Cantina e pela Quantstamp, e a Polymarket diz que planeia disponibilizar os contratos inteligentes em open-source na próxima semana, juntamente com um programa de bug bounty. Isso sugere que a empresa compreende que a actualização será avaliada menos pela mensagem do lançamento e mais pelo facto de o novo sistema aguentar-se de forma limpa assim que estiver em funcionamento.
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