O presidente dos EUA, Donald Trump, na madrugada de 6 de maio, publicou uma série de posts na Truth Social para pressionar o Irão, alertando que, se Teerão não aceitar o atual rascunho de acordo de paz em cima da mesa, os EUA vão retomar os ataques militares ao Irão — e que a intensidade será «mais alta do que antes». A CNBC cita as palavras originais de Trump: «The bombing starts, and it will be, sadly, at a much higher level and intensity than it was before» («o bombardeamento vai recomeçar e, infelizmente, vai ser, a um nível e com uma intensidade muito mais elevadas do que antes»). Nessa mesma ronda de publicações, Trump também alegou que «há um progresso muito grande» em direção ao acordo final, defendendo uma estratégia de duas frentes: de um lado, lança ameaças; do outro, liberta sinais de avanço nas negociações.
Rascunho do acordo: pausa no enriquecimento nuclear, levantamento de sanções, e retirada de controlos sobre o tráfego no Estreito de Ormuz
Segundo a CNBC e a Axios, o esboço dos pontos atualmente em cima da mesa nas negociações:
O Irão compromete-se a suspender o programa de enriquecimento nuclear
Os EUA levantam as sanções ao Irão
As duas partes suspendem os controlos sobre a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz
Desde 7 de abril, os EUA e o Irão têm mantido um cessar-fogo frágil, criando uma janela de tempo para as negociações. Washington espera que Teerão responda, nos próximos 48 horas, a alguns pontos-chave das cláusulas, com base nos quais será agregada uma espécie de «memorando de uma página» (one-page memo). Este calendário de 48 horas é a âncora central para a reação do mercado hoje: os investidores avaliam que, se o acordo avançar, o preço do petróleo deverá cair ainda mais; se falhar, os ataques das forças militares dos EUA serão retomados.
Reação do mercado: petróleo cai 6%, com bolsa e dívida dos EUA a subir em paralelo
Evolução após os posts de Trump:
Brent e WTI (West Texas Intermediate) recuam cerca de 6% em simultâneo — a leitura do mercado é que «o acordo está ao alcance» pesa mais do que a «ameaça de bombardeio», com a perceção de que o risco de interrupção do fornecimento diminuiu
As três principais bolsas de índices dos EUA fecham em alta, e as bolsas europeias sobem em paralelo
Os preços dos títulos da dívida pública dos EUA sobem e as yields descem
O sinal deste “combo” de preços é claro: os investidores apostam no cenário base de «acordo alcançado»; a ameaça militar de Trump é vista como alavanca de negociação, e não como uma ação iminente. Mas o mercado também eleva indicadores defensivos como o VIX, o que mostra que os traders continuam com posições de cobertura face ao risco de rutura.
O que observar a seguir: resposta do Irão em 48 horas e mais ação no Estreito de Ormuz
Dois marcos para os próximos 48 horas:
Resposta oficial do Irão à proposta dos EUA — o conteúdo vai determinar se o memorando de uma página pode ser concluído, funcionando como sinal direto de avanço nas negociações ou de rutura
Arranjos concretos para a passagem de navios no Estreito de Ormuz — em 5 de maio, Trump afirmou «pausar» a ação militar naquele estreito; se, em 48 horas, não surgir um acordo adicional, e se a implantação militar anteriormente suspensa for retomada, será o próximo ponto de observação para o mercado
Para o mercado global de energia, se o caso se resolver a favor de um acordo, o petróleo terá margem para descer ainda mais; se falhar, após 48 horas o preço do petróleo pode recuperar e as bolsas dos EUA devem ficar sob pressão. Esta linha temporal merece acompanhamento diário, porque a reação dos preços vai fixar as expetativas do mercado mais rapidamente do que o texto do acordo.
Este artigo Trump insulta o Irão: recusar o acordo de paz implicará «bombardeios mais intensos», petróleo cai 6%, bolsas dos EUA sobem, foi publicado pela primeira vez em ABMedia.
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