Kim Yong-beom, o principal assessor de política presidencial da Coreia do Sul, publicou, numa altura tardia da noite, um ensaio no Facebook a discutir como o país deverá alocar uma potencial receita fiscal recorde resultante do boom da infra-estrutura de IA. A publicação gerou polémica e o mercado caiu na manhã seguinte, depois de a negociação ter aberto.
Kim é um dos gestores de crises económicas mais condecorados da Coreia do Sul, com uma reputação já estabelecida por lidar com turbulência financeira. O seu cargo de assessor de política presidencial confere às suas declarações uma grande relevância nos debates económicos nacionais.
No seu ensaio, Kim defendeu que, se o arranque da infra-estrutura de IA gerar uma receita fiscal sem precedentes, os decisores políticos devem começar a pensar, com seriedade, sobre como essa riqueza deverá ser utilizada. A publicação girou em torno do conceito de um «dividendo dos cidadãos» — um possível mecanismo de distribuição dos ganhos económicos gerados pela IA. A data e o conteúdo do post geraram imediatamente debate sobre a resposta fiscal adequada ao crescimento económico impulsionado pela IA.
A acentuada queda do mercado na manhã seguinte à publicação do post sugeriu receios por parte dos investidores quanto ao rumo da política que a publicação de Kim implicava, embora a fonte não especifique a dimensão nem a duração da inversão do mercado.
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