A Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) planeja anunciar uma isenção de inovação que permitirá a tokenização de ações sem a aprovação de companhias listadas, informou a Bloomberg, em conteúdo discutido por Park Sang-hyuk, editor da publicação Digital Asset. A isenção de inovação é uma medida de exceção pela qual a SEC suspende temporariamente certas regulamentações existentes de valores mobiliários por um período definido, permitindo testes limitados de novos métodos de negociação de produtos financeiros, como ações tokenizadas. A análise de Park, compartilhada em 20 de janeiro via SamproTV, aborda o escopo e as implicações dessa mudança regulatória antecipada.
Categorias de Tokenização e Escopo de Expansão
Em janeiro, a SEC categorizou a tokenização em quatro tipos: emissão direta pelo emissor, tokenização delegada pelo emissor, tokenização de custódia por terceiros e tokenização sintética por terceiros. Park explicou que a SEC anteriormente havia identificado a emissão direta pelo emissor e a tokenização delegada pelo emissor como categorias diretas de tokenização. De acordo com a Bloomberg, a isenção de inovação da SEC se estenderá à tokenização de custódia por terceiros e à tokenização sintética por terceiros.
Essa expansão significa que a SEC permitirá tanto a tokenização de ações lastreadas em ativos — em que os tokens são lastreados por valores mobiliários subjacentes — quanto a tokenização de rastreamento de preço, que acompanha os preços das ações sem lastro direto em ativos.
Fragmentação de Liquidez e Considerações Regulatórias
Park destacou preocupações de que a tokenização de ações por terceiros, sem controle, possa fragmentar a liquidez e criar discrepâncias de preço entre plataformas. Se a SEC anunciar a isenção de inovação conforme relatado pela Bloomberg, contramedidas para tratar da fragmentação de liquidez e de questões relacionadas deverão ser incorporadas ao arcabouço regulatório.